sábado, 2 de maio de 2020

BEM VINDO!

Antes de mais nada, você está entrando no blog de um louco. Um louco que pensa. Um sábio tolo. O guardião de lugar nenhum. Eu não me responsabilizo por possíveis danos à sua própria integridade mental, nem vou ficar triste se você passar a me achar ridículo após a leitura.

Bon voyage!

Em silêncio, grito por atenção.
Sorrio timidamente para esconder a angústia que há em mim.
Sonho com sentimento que talvez nem exista,
E por isso, visto a pesada capa negra da tristeza,
Enquanto fragilmente carrego a pálida luz da esperança.

Sou jardineiro cujas flores estão secas.
Sou cachoeira de salinas lágrimas,
Sou o triste uivo do lobo (que nunca chega à lua).
Sou comandante de batalhas sem inimigos e sem terras a conquistar.
Sou o defensor do impossível,
O guerreiro do potencialmente inexistente.
Sou o guardião de lugar nenhum.


sexta-feira, 30 de março de 2012


Sexta a noite, estou sozinho aqui, ouvindo música boa e comendo bolo (e provavelmente algumas formigas). Engraçado como ficar sozinho desperta tantas sensações distintas. Vai de viajar na letra daquela música que você tá ouvindo a toda altura, até ficar com medo do terrível demônio que espera no corredor cujas luzes esqueci de acender. E entre um devaneio e outro, entre uma ida à lua e uma caminhada à geladeira (e essas são realmente desprovidas de sentido), passa pelas minhas rodovias sinápticas uma multidão de mensagens que questionam minha identidade. Pra ser sincero, as vezes não sei mesmo quem sou. Acho que alguém que guarda rancor não-se-sabe-onde, só para jogá-lo na cara da próxima pessoa que me estoure a paciência. Que se acha inteligente mas que tem preguiça de tomar iniciativa, que quase não lê por preguiça, que esquece do que estava falando após ser interrompido. Ou talvez eu só não saiba como eu estou, QUEM estou. Se estou satisfeito. Minha vida não é nada ruim, nem de longe. Mas ao mesmo tempo, sinto um vazio tão indecifrável, uma sensação de estar condenado a uma situação que nem mesmo sei identificar... Talvez eu devesse descobrir. Melhor que dormir e esperar que o incômodo passe.

sábado, 9 de abril de 2011

Saturday night's alright

Sábado à noite. Eu aqui ouvindo o que Kurt tem a dizer... Só pra descobrir que sou pior no que faço de melhor, e por esse dom me sinto abençoado*. A vida está normal, e só eu sei o quanto o meio termo é mais prejudicial a mim que qualquer dos extremos. Ou talvez eu só esteja aqui porque gosto de ter do que reclamar, acho que eu acho bonito estar mal, quando não estou bem de fato. Ainda não descobri a grande sacada... O "buraco" que falta. Enquanto isso, me resta ir registrando nesse espaço que passa despercebido pela maioria, entre espaços de tempo não-uniformes, meus progressos não-tão-perrceptíveis. Algo que não sei definir... Me falta uma paixão além desta que em mim reside.

Volta e meia eu tento fazer um balanço, uma comparação entre o Daniel que criou este blog e o Daniel que agora vos fala. E devo dizer que eles são bem diferentes... Mas ainda possuem a mesma essência nociva. Recentemente, alguém muito importante pra mim falou que eu penso demais... Em coisas demais. De fato, eu penso em demasia. Penso sobre a vida, sobre pessoas, sobre meu ato de pensar, sobre como eu tenho consciencia de cada problema meu e nunca apresento uma solução sequer... Sobre a derrota que eu ainda sinto de uma ocasião anterior da qual lembro contra minha vontade. Tudo tão insistente, recorrente e semelhante... Um passado maquiado que retorna ao presente, que quer ser meu futuro. Lembranças que só me jogam na cara minha imperfeição.Um blog que só mostra que meus pensamentos não são coesos.

* - Smells like Teen Spirit - Nirvana (tradução do autor do blog)

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Noite de segunda. My true self revealed

As coisas estão confusas novamente, e o farol que havia passado a me mostrar uma boa parcela do que viria adiante agora só revela uma densa neblina que me atiça a vontade de explorá-la... e desperta um medo que eu não queria voltar a sentir, de acabar chegando a um lugar onde eu não gostaria de estar. Ninguém gosta de se ferir no mesmo lugar duas vezes, afinal de contas. Talvez se eu aceitasse melhor minha solidão eu não estivesse solitário. Talvez se eu aceitasse os conselhos que minha razão tenta imprimir em mim com martelo e cinzel. Talvez... Not that it matters anyway. Esse sou só eu falando para mim mesmo coisas que ninguém se ofereceria pra ouvir. Acho que é disso que muita gente precisa, de verdade... To speak their heart out.

A reflexão está para a felicidade como a pressa está para a perfeição.
Eu não tenho maturidade nem jogo de cintura suficiente para afastar o que me incomoda, essa tão famigerada solidão. A pergunta que tem ecoado incessantemente em mim é: Ela é tão necessária quanto eu tenho julgado? Eu não estou pronto para o que der e vier. E quem está? Todos fingem estar. Todos estão na mesma neblina que eu... A diferença é que os afortunados não pensam sobre isso. E sinto muito mas eu não vou conseguir deixar de pensar.

I'm a winning horse no one dares to bet on. 

sábado, 12 de março de 2011

Esboço

Tu és como a água que meu jardim reanima,
E que em meu peito adentra, certeira como uma lança.
Me perco sem perceber em seus olhos de menina,
És sol rubro em terra que os meus olhos encanta.

Continua, se eu ainda tiver inspiração